adverbio:

“Que brotem flores até dos lugares mais tristes.”

Alricelyo.   

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Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou seu meio amigo nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada.

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Certas coisas na vida foram feitas para serem experimentadas – nunca explicadas. O amor é uma destas coisas.
Paulo Coelho. (via delator)
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Sou assim, do nada quero as coisas
E do nada deixo de querer
Foi o moço que disse, mais ou menos (via a-outra-eu)
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Qualquer dia eu enlouqueço de tanto pensar.
Bianca Siqueira, palavriadoraes (via delator)
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Ninguém disse que era fácil
Ninguém nunca disse que seria tão difícil
Coldplay. (via aluador)
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A caminho de casa, paro para admirar a beleza das flores de um prédio não tão bem cuidado quanto seu próprio jardim. Fitando-as, começo a imaginar-me deitada numa campina, sob um sol entre nuvens, ouvindo ele cantar as músicas que sempre pedia. Sinto o cheiro da grama misturado ao perfume dele, uma combinação que tanto me acalma quanto me sufoca - o desejo de tocar-lhe para me assegurar de que não é um sonho, logo depois a certeza de que não o alcançarei. Meu coração aperta, os olhos ligeiramente umedecidos. Levanto o olhar, enxergo uma pintura descascada, sujeira, o quadro do descaso. Me pergunto se as pessoas que vivem ali apenas o fazem pela vista de suas janelas, pelo simples fato de poder admirar o belo jardim sempre que quiserem e viajar para essa dimensão que acabo de experimentar. O porteiro nota que estou há muito tempo parada na frente do portão, e, um tanto intrigado, me faz uma pergunta que me arranca repentinamente do meu devaneio:
“A senhorita está esperando alguém?”.
“Sim, estou. Mas essa pessoa não virá, uma vez que não mora aqui”, respondo, dando de ombros.
“Então, posso perguntar por que está parada no meio da calçada sem fazer nada além de olhar para o jardim e o prédio?”, continua em um tom levemente incomodado.
“Imaginando. Sonhando. Pensando… que motivos levam as pessoas a passarem reto por esse jardim maravilhoso? o que as faz morar neste lugar além do aluguel barato? Por que realmente eu estou aqui, esperando alguém que nunca vem?” pergunto de forma retórica, mas para a minha surpresa, o misto de confusão na minha mente era o mesmo que aparecia no rosto do senhor.
“As pessoas notam e gostam o jardim apenas nas primeiras vezes que vêm aqui. Moram aí apenas pelo valor da mensalidade. O síndico recebe muitas reclamações quanto às condições do prédio e a quantidade de dinheiro gasto na manutenção disso aí”, diz ele apontando com o queixo e mantendo o olhar fixo em uma árvore um pouco a minha frente, “mas a resposta para última pergunta só você sabe”.
“Se eu soubesse não estaria aqui, estaria?” sorrio e me volto para os arbustos, procurando a resposta.
“Às vezes as aparências enganam. Você é uma moça tão bonita e com pensamentos tão profundos… não acha que isso tudo aqui seria uma metáfora?”, me lança um olhar quase desafiador, não fossem seus cabelos completamente brancos e pele um tanto enrugada indicando seriedade.
“Talvez. Poderia ser como o interior e o exterior do ser humano. Qual seria o jardim e qual seria o prédio? Existem infinitas possibilidades. Acho que o que me trouxe aqui foi justamente o oposto disso. Possibilidades, quero dizer.” O vento balança levemente meu vestido bege, sinto frio mesmo com um cardigã azul sobre meus braços e ombros.
“Seria a sua impossibilidade, um menino?”, pergunta curioso o senhor.
“É, um amor tranquilo como esse jardim, eu acho. Na verdade, o senhor acaba de me ajudar a descobrir o porquê de eu estar aqui parada.”, digo sem desviar o olhar da roseira.“Ou acaba de me dar mais motivos para pensar.”
Retorno à campina, dessa vez estou de pé e ele está a sorrir pra mim. Quem é ele? Ele quem? Quem sou eu? O que estamos fazendo aqui parados?
Retomo o caminho de casa, com um leve aceno de cabeça e um sorriso me despeço do porteiro e sigo em frente.
Como é o meu jardim? Isabella Lopes (via bringingmeback)
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